Dá para ter um site que publica sozinho, sem você escrever um artigo por dia, sem pagar redator por texto, e ainda assim a pessoa lê uma página estruturada? Sim. Eu mostrei na tela sites que estão na primeira página fazendo exatamente isso. Também mostrei um que eu não quero que você copie. A pergunta “é possível” não é a difícil. A difícil é “é possível sem ser o lixo que o Google está aprendendo a derrubar”.
É possível. O Google pune conteúdo ruim, não o carimbo “automático”. IPTU por cidade, ficha de arquivo DLL, dicionário, lista de jogo com o nome da moeda trocado — isso ranqueia quando o molde tem dado. Puxar “outras perguntas” do Google e despejar a resposta crua também ranqueou, e eu não incentivo. O meu recorte: texto único, estruturado, na casa de 2500 palavras, sem copiar, com um parágrafo meu se couber. Spintax bem feito, não artigo girado de 400 palavras.
- O que o Google pune
- Qualidade ruim, não o método automático
- O que eu mostrei
- IPTU, DLL, dicionário, lista de jogo
- O meu piso
- Texto único, ~2500 palavras, revisão, dado de verdade
IPTU, DLL, dicionário: molde mais variável, não parágrafo inventado
O primeiro site da tela era IPTU por cidade. Mesma ficha, município diferente. Dá para fazer 100% automático se o esquema da página está pronto: o que é o imposto naquela cidade, vencimento, o campo que muda. O autor talvez ainda escreva um pedaço na mão. Dá para não escrever. Nicho chato, busca real, pouco esforço incremental depois do molde. Se a sua ideia cabe em “o mesmo conteúdo, o nome do lugar muda, e o dado é de verdade”, você já está no tipo que eu acho saudável.
dll-files: a pessoa busca um arquivo .dll para baixar e cai numa ficha. Nome, descrição, download. A estrutura não muda. Muda o arquivo e o link. Primeira posição. Pouco capricho extra no layout — se o autor quisesse, diferenciava mais e subia ainda. Não vi perigo de penalidade por “ser automático”. Vi uma página que responde a busca. Terceiro tipo: dicionário, função, verbete. Puxa de banco, às vezes de outro site. O exemplo japonês da tela era feio, sem página estruturada. Imagine o mesmo dado com ficha de verdade, e ainda traduzido para outros idiomas, como eu faço. Aí o número de URL e de idioma começa a pagar.
O site que só despeja a pergunta do Google: ranqueou, eu não ensino
Eu busquei um nome — Hiroshi Miyano, na tela — e achei na primeira página um artigo que era a lista de “outras perguntas” do próprio Google, com a resposta colada embaixo. Automático até o osso. Má qualidade. Fake de página. Ranqueou. Eu mostrei para matar um mito: “automático não ranqueia”. Ranqueia. Inclusive o ruim. Eu não incentivo ninguém a fazer isso. Não é o método. É o recado de que o filtro do Google, em 2022, ainda deixava passar casca. O que eu ensino é o contrário: página longa, única, não copiada, porque o texto nasce do molde mais o dado, não do scrape da SERP.
Opiniões Verificadas, outro exemplo: puxa avaliação de outro lugar e publica. Conteúdo copiado, no sentido de origem. Google convive porque a página é útil, tem dado, tem estruturação, tem metadado. Útil para quem lê. Isso não é licença para copiar artigo. É o limite: agregado com cara de produto versus texto que existe só para existir.
O piso que eu coloco: 2500 palavras, único, um parágrafo na mão
Eu tenho site com página automática — nem sempre 100% automática, às vezes com retoque — estruturada, mais de 2500 palavras, conteúdo que eu considero bom. Um recorte que eu mostrei: mais de 35 mil visitas nos últimos três meses, cerca de 20 artigos gerados assim. Não é milhão. É prova de que o molde trabalha. Empresa grande faz lista, ranking, “10 melhores aplicativos”, o mesmo esqueleto. Você não precisa de site novo. Pode encaixar o automático no site que já existe.
Exemplo de encaixe: site de game. “Como ganhar diamantes no Free Fire”. O mesmo esqueleto vira V-Bucks no Fortnite, Robux no Roblox. Nome do jogo, nome da moeda, o resto da ficha. Dá para somar um parágrafo escrito por você em cada um, para subir qualidade. O texto continua único se o molde não for um spinner barato de sinônimo. Único, aqui, quer dizer: não é cópia de um concorrente, não é a mesma página com três tokens trocados. O porquê prático: o Google compara. Irmã demais, ele junta. Irmã com dado diferente, ele separa.
Spintax, não artigo de 400 palavras girado
A ferramenta que eu mais citava na época era spintax — na fala sai spintex, hospitex, o nome treme. A ideia é a mesma: bloco com variação controlada, não “sinônimo aleatório até ficar ilegível”. Também spinner, rewrite, API, site estático, regex, scrape. Várias portas. O curso que eu estava abrindo ia de spintax a revisão em lote. Aqui o limite cabe numa frase: você não vai aprender comigo a pegar um texto, girar, encher de termo e publicar. Vai aprender a criar um molde de qualidade. Palavra de referência, scrape decente, ficha, o que as pessoas pulam.
Google fica de olho. Qualidade. Eu falei isso no vídeo de queda de posição no mesmo ano, e falo aqui. Inteligência artificial, naquele momento, já entregava texto ruim com disciplina de parágrafo. Ferramenta incentiva o volume. Você tem que saber a forma. 2500 palavras não é dogma do Google — o próprio Google diz que não há tamanho certo. É o piso meu, naquele produto, para a página ter lista, contexto, exceção, não só o H1 com a cidade.
- Pode: ficha com dado real (cidade, arquivo, verbete, moeda de jogo).
- Pode: o mesmo esqueleto em 20 URLs, se cada uma responde uma busca diferente.
- Pode: um parágrafo seu em cima do molde.
- Não: despejar a caixa de “outras perguntas” do Google e chamar de artigo.
- Não: girar 400 palavras e multiplicar por cidade.
- Não: copiar o concorrente e trocar três tokens.
O que a live fechou — e o que ficou para o curso
A segunda metade da gravação é oferta de curso. Vagas, preço que ia subir, suporte, WhatsApp, CMS própria se você programa. Eu deixei isso no YouTube. Aqui eu não vou repetir o pitch. O fato útil: eu já traduzia site em dezenove idiomas, passava de um milhão de visitas no mês, e queria documentar o automático com a mesma cara. Programador, na minha opinião, se dá melhor — CMS própria, spintax original, sem plugin de gerador. WordPress também faz, com campo personalizado e planilha, o mesmo desenho do SEO programático.
Se você veio só pela pergunta do título: sim, é possível. Não, não é “ligar um bot e ficar rico”. O limite que eu coloco é qualidade visível na URL, dado que existe fora do texto, e recusa de página que só existe porque a SERP tinha uma pergunta. O resto é ferramenta. Ferramenta sem esse limite é o site de Hiroshi Miyano que eu usei de mau exemplo, inclusive quando ele ranqueia.
Na sequência
- Escreva o campo que muda de uma URL para a outra. Se não houver campo, não há automático de verdade — há cópia.
- Monte o molde completo (cabeçalho, lista, exceção, mídia) antes de gerar a segunda URL.
- Leia três saídas seguidas em voz alta. Se a terceira for a primeira com o nome trocado, o spintax está fraco.
- Marque o que é dado (fonte, data, número) e o que é prosa. Dado inventado não entra.
- Some um trecho seu nas URLs que já trazem visita, não nas 2 mil de uma vez.
- Não publique o scrape da caixa de perguntas da busca. Ranqueia. Eu não faço. Eu não ensino.
Onde isso quebra
Achar que o Google “detecta automático” como se fosse antivírus. Ele detecta casca.
Usar o ranking de um PAA scraper como prova de que qualidade não importa.
Girar artigo curto e multiplicar por cidade, jogo ou verbo.
Copiar dicionário alheio sem ficha, sem fonte, sem idioma extra — o exemplo ruim da tela.
Medir sucesso só em número de URLs geradas na primeira noite.
Esquecer revisão. Modelo e spintax repetem palavra. Olho humano ainda corta isso.
Perguntas frequentes
Conteúdo automático é penalizado?
O Google pune qualidade ruim. Automático ruim cai. Automático com dado e estrutura, na minha tela e nos meus números da época, sobe. Eu não trato “automático” como atalho para casca.
Qual o tamanho que você usa?
No produto que eu mostrei, mais de 2500 palavras, único, estruturado. Não é regra do Google. É o piso que eu tinha colocado para aquela ficha não nascer oca. Update posterior do Google continua falando que não há tamanho certo.
Posso usar o mesmo artigo em vários jogos?
O esqueleto, sim: diamante no Free Fire, V-Bucks no Fortnite, Robux no Roblox. O dado do jogo tem que mudar de verdade. Três tokens trocados é duplicata. Um parágrafo seu em cada um ajuda.
Spintax ainda vale?
Como controle de variação dentro de um molde, era a ferramenta que eu mais ensinava naquele curso. Como “gire este artigo e publique 500”, não. Eu recuso esse uso no vídeo, com essas palavras.
E o site que só cola a pergunta do Google?
Ranqueou no exemplo que eu abri. Eu não incentivo. É o mau exemplo do vídeo, de propósito, para separar “é possível” de “eu quero que você faça”.