GTranslate.io foi a primeira ferramenta que eu vi quando decidi traduzir o site. Funciona em WordPress e em qualquer CMS. Não cobra por caractere, diferente de Weglot e ConveyThis. Eu liguei a tela e falei. Não é review patrocinado. A pergunta é simples: vale pagar. A resposta, no meu caso, foi não — no projeto principal. Em outro tipo de site, eu ainda recomendaria.
A versão gratuita é um widget no front, com o Google, sem URL de idioma, sem hreflang, sem valor de busca. Não instale. O plano pago hospeda a tradução no servidor deles, mensalidade, caractere ilimitado, hreflang na versão paga. Eu saí por dois motivos: o hreflang continua com o slug original e redireciona para a URL traduzida, e o cache/CDN/minificação do meu stack brigou com o TDN. Se o seu projeto não precisa traduzir slug — nome de app, termo internacional — o plano barato da época (19 dólares) faz sentido.
- Grátis
- Widget. Sem busca. Não instale.
- Pago
- Mensalidade, caractere ilimitado, HTML no servidor deles
- Minha decisão
- Sai do projeto principal; fiquei no TranslatePress
A versão gratuita é widget. Hoje o navegador já traduz a página
O plugin grátis do WordPress é popular. As pessoas instalam achando que o site “ficou em vários idiomas”. Não ficou. É um seletor que traduz no front com o Google. A URL não muda. O Google não ganha uma versão em espanhol para indexar. Quem visita com Chrome já tem traduzir página no menu. Instalar o widget, em 2022 e ainda mais agora, é perda de tempo se o objetivo é busca.
Tradução de site, de verdade, foi o que me levou de 200 mil visitas no mês para mais de um milhão, e a receita de anúncio de uns 300 para uns 2 mil dólares. Não foi widget. Foi versão com URL, idioma, indexação. Se você quer isso, a conversa é plano pago do GTranslate — ou um plugin que grava a tradução no seu banco.
O que o plano pago acerta: mensalidade, zero cota, servidor deles
Você paga o mês. Escolhe quantos idiomas quiser. Não paga por palavra. Não estoura cota no meio do lote. Weglot e ConveyThis, na comparação que eu fiz na época, cobram o volume traduzido. GTranslate cobra a tarifa e entrega o site em HTML estático no que eles chamam de Translation Delivery Network. A visita do idioma estrangeiro nem pesa no seu PHP. É como pagar uma hospedagem extra, com proxy no seu domínio.
Isso importa quando o site já é grande. Eu tive que subir NVMe, engordar banco, aguentar a visita que veio de fora — 200 mil viraram um milhão, o banco duplicou de tanto idioma. Com o GTranslate, a origem continua do tamanho de um idioma. O TDN entrega o resto. CDN deles, HTML pronto. Para notícia, blog que publica todo dia, catálogo enorme, a conta da mensalidade pode sair mais barata que a API do Google mais o upgrade de servidor.
Eles usam tradução neural do Google e uma biblioteca própria que corrige erro comum do Google. No painel dá para fazer busca e substituição. Chat de suporte existe. ccTLD (.fr, .de, .cn) existe no plano alto. Subdomínio e subdiretório também. No papel, é um produto completo.
O hreflang com slug original: o motivo de eu não ter usado no projeto principal
Versão paga coloca hreflang. Precisa. Sem isso o Google trata as línguas como página solta. O problema que me tirou do GTranslate no projeto principal está no detalhe. Eles oferecem tradução de slug nos planos altos — Business, Enterprise, o nome muda. Só que, no HTML, o hreflang que eu vi mantinha o slug original com o diretório do idioma e depois redirecionava para a URL traduzida. Redirecionamento no meio da tag que deveria apontar para a alternativa. Eles dizem que não tem problema. Eu fiquei receoso. Redireciono demais o Google, no meu histórico, não é favor.
Eu pedi solução. Demorou dias. Não veio inteira. Foi um dos motivos de eu desistir e ir para o TranslatePress. Outro motivo, do mesmo tamanho: é SaaS. Para de pagar, some a tradução. Eu quero o texto no meu MySQL. Quero Search Regex no banco. Quero corrigir um termo em 400 páginas sem pedir licença para o painel de terceiros. TranslatePress, Polylang, qualquer plugin que grave no seu servidor te devolve isso. GTranslate te devolve um editor na plataforma deles, até melhor que alguns, mas a autonomia é deles.
Eu quase não vejo site bem posicionado usando GTranslate. A maioria do que eu encontro no topo usa TranslatePress, Polylang ou outro plugin no próprio WordPress. Não é prova científica. É o que eu vejo quando abro o código. Isso soma ao receio do hreflang. A empresa não acha ruim — por isso não mudou. Eu acho ruim. Fica registrado: é opinião minha, não um veredito do Google.
Cache, minificação, CDN de imagem: a dor que me fez sair na prática
Além da tag, eu briguei com cache. Cloudflare, CSS, minificação de imagem, CDN de mídia. O TDN puxa o HTML da origem e espelha. Plugin de velocidade na origem, regra de cache na borda, HTML nas mãos deles: o combo quebra. Eu tive muita dor de cabeça. Não foi um CSS torto. Foi o tipo de bug que o suporte leva dias e devolve meia resposta. No meu stack, não fechou. Por isso eu desisti nos projetos que eu estava tentando.
Se o seu site é um tema limpo, pouco plugin de performance, pouca regra de cache, talvez você nem veja isso. Se você já empilha APO, minifier, Jetpack, regra de página, prepare a agenda. A vantagem de não forçar a hospedagem vem com a desvantagem de não controlar o HTML que o visitante baixa.
Quando eu ainda recomendaria pagar — e quando é jogar dinheiro fora
Recomendação clara. Se o projeto não precisa traduzir slug — você fala de aplicativo, de termo que já é internacional, de marca que permanece em inglês — desligue a tradução de slug, pague o plano mais barato e use o TDN. Na gravação eu mostrei 19 dólares por mês. A tabela do site muda; em 2026 o Custom aparece mais baixo e o Startup mais alto. Confira o preço vigente. Sem tradução de slug, o hreflang que me incomodou nem entra no caminho. Você ganha caractere ilimitado, servidor deles, hreflang simples.
Site pequeno, empresa de serviço, pouco artigo, WordPress institucional: não pague 30 ou 40 dólares por mês. Polylang ou TranslatePress dão conta. A API do Google, nesse volume, não fura o bolso. A mensalidade do GTranslate só começa a fazer sentido quando o volume de texto e de visita estrangeira já justificaria upgrade de servidor ou fatura de caractere.
ccTLD eu não recomendo para o caso geral. Subdiretório herda a autoridade do domínio que você já tem. Ponto-fr e ponto-de são site novo na cabeça do Google, com exceção de operação local pesada. Tradução ruim, em qualquer ferramenta, também puxa o domínio para baixo. GTranslate não te salva de revisar amostra. Só te salva de pagar por milhão de caracteres e de inflar o MySQL.
Resumo da minha mesa: no projeto principal, não. Fiquei no TranslatePress, tradução no banco, regex, dor de servidor que eu escolhi ter. Num segundo projeto, com slug internacional e pouco plugin de cache, eu ainda montaria um teste no plano barato. Não é “depende do seu caso” vazio. É: widget grátis, não. Slug traduzido com hreflang redirecionando, não no meu site. Catálogo enorme sem traduzir slug, sim, eu olharia de novo.
- Grátis: widget. Sem indexação por idioma. Não.
- Pago sem traduzir slug: mensalidade, TDN, hreflang. Para catálogo grande, sim.
- Pago traduzindo slug: hreflang no slug original + redirect. Eu não usei no principal.
- SaaS: parou de pagar, perdeu a tradução. Plugin no seu banco não tem esse botão.
- Cache na origem + TDN: foi o que me tirou na prática, além da tag.
Na sequência
- Se a instalação atual é o plugin grátis, desinstale. Widget não é site multilíngue.
- Anote se os seus slugs precisam existir em outro idioma ou se o termo já é internacional.
- Abra o HTML de uma URL traduzida no plano pago de teste e leia o hreflang de verdade, não o marketing.
- Ligue o TDN num staging com o mesmo cache e o mesmo minifier da produção, não num tema cru.
- Some API do Google + upgrade de servidor versus a mensalidade. Catálogo pequeno quase sempre perde no GTranslate.
- Decida o que acontece se você cancelar no mês 14: some tudo, ou o texto está no seu MySQL?
Onde isso quebra
Instalar o GTranslate grátis e achar que o Google vai indexar espanhol.
Assinar o plano que traduz slug sem abrir o hreflang no código-fonte.
Testar num site sem cache e levar para produção com Cloudflare e minificação.
Pagar mensalidade alta num site de 30 artigos institucionais.
Usar ccTLD porque “parece mais nativo” e fatiar a autoridade do domínio principal.
Tratar o chat de suporte como garantia. O meu ticket de slug não fechou.
Perguntas frequentes
Vale a pena pagar o GTranslate?
No meu projeto principal, não. Widget grátis, nunca. Plano pago sem traduzir slug, em site grande, eu ainda recomendaria. Plano com slug traduzido e hreflang redirecionando, eu não coloquei no site que importa.
GTranslate é melhor que TranslatePress?
É outro produto. GTranslate entrega HTML no servidor deles e cobra o mês. TranslatePress grava no seu banco e você paga o plugin mais a API. Eu fiquei no TranslatePress porque quero regex no MySQL e porque o TDN brigou com meu cache.
E Weglot ou ConveyThis?
Na comparação da gravação, eles cobram o volume de texto. A vantagem clara do GTranslate é a mensalidade sem cota. A desvantagem é a autonomia e o hreflang como eu descrevi.
Subdiretório, subdomínio ou .fr?
Eu fico no subdiretório para herdar o SEO do domínio. ccTLD só em operação local que justifique domínio novo. GTranslate oferece os três. Oferecer não é o mesmo que eu recomendar os três.
Se eu cancelar, o que sobra?
A tradução do TDN some. Por isso eu não quero essa conta no projeto principal. Plugin no WordPress deixa o texto na tabela quando a assinatura acaba — o front pode quebrar o seletor, o dado não some do mysqldump.