O Suki Desu já era um dos sites grandes de cultura japonesa em português quando eu resolvi fazer o contrário do que via nos concorrentes gringos: em vez de eles virem para o Brasil, eu levei o site para o mundo. A média andava na casa de 300 mil visitas no mês, com receita baixa para o volume. Traduzir mudou a curva. Não foi um clique no plugin. Foi um ano inteiro de correção, revisão e SEO — e foi isso que eu fui vender no curso.
No Search Console de 2020 eu via 6 a 7 mil visitas por dia. Depois da tradução séria a curva foi a 9, 10, 12, e na gravação já estava na média de 30 mil ao dia, com visita forte em Tailândia, México, Estados Unidos, Alemanha, Japão e França. A receita por mil impressões da página em português andava em cerca de 50 centavos de dólar; com inglês e tráfego de país caro, a página passou de 1 dólar, e em alguns países eu via 5 a 6. O plugin se pagou em poucos meses. Traduzir mal prejudica o SEO; traduzir com correção em massa, regex e banco foi o trabalho do curso.
- Antes
- ~7 mil visitas/dia, RPM baixo em português
- Na gravação
- ~30 mil/dia e receita mensal passando de US$ 1.000
- Efeito colateral
- DR ~20 → ~40 e backlink vindo de fora
O Search Console não subiu no dia em que o plugin ligou
Eu abri o painel no vídeo. 2020: seis, sete mil visitas no dia. A decisão de traduzir veio depois de ver concorrente estrangeiro ganhando posição em português. Eu inverti o movimento. O processo foi longo. Um ano de correção, de revisão, de ajuste de SEO. Quem traduz e publica cru entrega texto quebrado para o Google e para o leitor. Isso eu avisei na cara: traduzir do jeito errado prejudica.
A curva, quando a operação segurou, não foi um degrau único. Foi 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, depois 24, 25, 26, 29. Na gravação a média já era 30 mil ao dia. Eu ainda queria 50 mil. O mapa de país tinha mudado: Tailândia, México, Estados Unidos, Alemanha, Japão, França apareciam com volume que o site só em português não via.
A receita por mil impressões e a conta de 2018 a 2021
Anúncio em página brasileira, no meu nicho, pagava pouco. Eu citei cerca de 0,50 dólar de RPM na página em português. Com o inglês no ar, a mesma métrica da página subiu para a casa de 1 dólar. Em fatia de tráfego de país caro — eu falei em 5 a 6 dólares — o mix puxa a média. Suécia, Alemanha, França, Estados Unidos não pagam igual ao Brasil. Por isso o volume internacional não é vaidade. É mix.
A série que eu li no vídeo: 2018, cerca de 100 dólares no mês. 2019, perto de 200. 2020, oscilando 170, 175, 216, 300. Em 2021 eu comecei a trazer idioma de verdade. Até fevereiro ainda era outro plugin, artigo a artigo, tradução manual. Comprei o plugin que eu ia ensinar. Depois de fevereiro a sequência que eu mostrei foi 300, 400, 500, 600, 900, 1.100, 1.154. A meta que eu falei na câmera: no mínimo 1.500. O investimento do plugin eu disse ter recuperado em poucos meses, com folga.
Número de 2021 não é forecast de 2026. Rede de anúncio muda. Política muda. O que permanece é a lógica: idioma de país que paga melhor, em cima de um site que já tinha consulta e conteúdo, altera a receita mais do que “mais um artigo em português no mesmo teto de RPM”.
O DR subiu porque gente de fora passou a ver o texto
No Ahrefs da época o Domain Rating andava na média de 20 e foi para 40, 41. Referência e backlink acompanharam. A mania brasileira de plantar comentário em site gringo, para um artigo em português, quase não trabalha. Quando a URL está em inglês, o mesmo tipo de menção passa a ser editorialmente coerente. E tem o efeito burro e poderoso: mais idioma, mais gente marcando o link no blog dela, na rede, no fórum. Eu tratei isso como jeito de aumentar SEO sem caçar pacote de link. O texto sobre <a href="/blog/erro-comum-com-backlinks-em-seo">o erro de obsessão por backlink</a> é o irmão dessa ideia.
Nada disso apaga o trabalho sujo. Site misturado de português com japonês quebra frase na tradução automática. Eu passei anos nisso: banco, tag, regex, correção de erro que se repete em 2 mil artigos de uma vez em vez de um por um. Esse era o miolo do curso — não o botão “traduzir tudo”.
O que o curso cobria — e o que era mentoria disfarçada de aula
Eu quis comparar plugin: TranslatePress, GTranslate, Polylang e o resto da prateleira WordPress. Quis ensinar correção de português, tradução direto no banco, regex, replace, shortcode, filtro, mídia, depuração quando a tradução quebra o layout. O site de cada aluno é um plano diferente. O meu, com japonês no meio do português, não é o de quem vende curso de Excel. Por isso eu gravei aula em cima de feedback. Problema novo, aula nova. Menos lançamento de vitrine, mais fila de caso real.
Eu disse no vídeo que já tinha me decepcionado com curso online e que não queria devolver essa decepção. Rateio de plugin na plataforma para ninguém pagar a API cheia sozinho. Preço na página de vendas, subindo com o tempo — o argumento era o clássico de infoproduto de 2021, e eu deixo ele datado: conhecimento de tradução de site naquela comunidade era raro, e o medo de “prejudicar o SEO” travava gente com domínio pronto. O convite era olhar a página e decidir. O que eu documentei aqui é o resultado no Suki Desu, não a tabela de preço.
Se você vai traduzir agora, o critério que eu usaria é o da gravação: tem volume em um idioma? Tem operação para corrigir o automático em massa? Tem plugin cuja cota você entende? Sem isso, o idioma extra é página quebrada em outro país. O detalhe sujo do TranslatePress e do teto do Tradutor do Google está no texto específico dessa combinação.
Na sequência
- Anotar visita diária e receita por mil impressões antes de ligar o segundo idioma.
- Não publicar tradução crua em lote sem um plano de correção.
- Escolher plugin com cota e fluxo de revisão, não só com bandeirinha.
- Corrigir erro repetido no banco ou com regex, não artigo por artigo para sempre.
- Olhar de novo o Search Console por país 60 dias depois — não no dia do clique.
Onde isso quebra
Achar que o plugin sozinho reproduz a curva de 7 mil para 30 mil visitas ao dia.
Traduzir só o rascunho e deixar japonês, shortcode e mídia quebrados no ar.
Comparar RPM de 2021 com a rede de anúncios de hoje sem reabrir o painel.
Perguntas frequentes
Em quanto tempo a visita subiu?
Não foi no dia do plugin. Eu falei em um ano de correção por trás. A série diária que eu mostrei no Console foi subindo ao longo de 2021, depois da virada de fevereiro para o plugin certo.
Precisa pagar API do Google para ter esse resultado?
O plugin pago usa a API e tem cota. Eu também mostrei, em outro vídeo, como furar o teto de 5 mil caracteres do tradutor web pelo banco. Os dois caminhos exigem revisão. Nenhum é “grátis e perfeito”.
Traduzir prejudica o SEO?
Traduzir mal, sim: texto quebrado, duplicata, idioma errado no hreflang. Traduzir com URL por idioma, correção e índice limpo foi o que puxou visita e menção no meu caso. O medo genérico é o que eu quis tirar do caminho.
O curso ainda é o mesmo da página de 2021?
Não trate o vídeo como catálogo vigente. O que permanece é o caso: Suki Desu, números daquela tela, e a lista de temas — plugin, banco, regex, correção em massa.