Tráfego orgânico

Backlinks em SEO: como priorizar o conteúdo do site

Em 2022, eu explicava por que não comprava backlinks e preferia trabalhar nos artigos do próprio site, na estrutura das páginas e em conteúdo que pudesse atrair referências naturais.

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Thumbnail do vídeo: Backlinks - O Erro que muitos cometem no SEO!

Eu recebia propostas de guest post quase todo dia. Muitos textos chegavam sem subtítulos, sem relação com o site que ia publicá-los e com um pedido de backlink no centro. Antes de pensar em conseguir mais links, eu olhava para o que estava sendo publicado no meu próprio domínio.

Avalie o guest post pelo texto antes de aceitar o link

Eu recebia artigos convidados e propostas patrocinadas de pessoas de fora do Brasil. Alguns vinham mal escritos, sem H2 e sem cuidado com o assunto do site. O pedido de backlink era claro, mas o texto não oferecia nada para quem já lia aquela página.

Antes de aceitar um guest post, eu conferia se o tema cabia no site, se as seções ajudavam a acompanhar a explicação e se o texto respondia a uma dúvida real. Quando faltava conteúdo, eu pedia ajustes; quando o material continuava genérico, recusava. O link não compensava publicar um artigo que eu mesmo não recomendaria aos meus leitores.

Eu também abria o destino do link e lia a frase em volta. Se a recomendação não tinha relação com o parágrafo, o assunto ou a pessoa que visitava o site, aquele link não melhorava a experiência. O texto e o destino precisavam caber na mesma conversa.

Esse filtro também ajuda a separar contribuição editorial de um texto enviado só como veículo para um link. Eu via gente gastando tempo para pedir referências e deixando o conteúdo que ficaria no próprio domínio para depois.

Fortaleça as páginas que você já publica

Nunca comprei um backlink. No começo, fiz alguns comentários em blogs e poucas trocas com outros sites, mas não passava a semana procurando link. Eu colocava esse tempo nos artigos do Suki Desu, que chegou a mais de 1 milhão de visitas mensais. Esse número mostra o resultado do meu projeto; não promete o mesmo crescimento para outro site.

Quando eu publicava um artigo, cuidava do título, separava as ideias com H2 e H3, acrescentava imagens e escrevia parágrafos que desenvolviam o assunto. Também ligava páginas relacionadas entre si. Antes de sair atrás de links, abra os posts que você quer fortalecer: se a resposta ainda está rasa, a navegação interrompe a leitura ou não há um link para o próximo conteúdo, comece por esses ajustes.

Eu queria que cada referência interna ajudasse a continuar a leitura. Quando um artigo explicava um conceito necessário para o próximo, eu ligava os dois; quando o assunto não tinha relação, deixava cada página cumprir a própria função.

Traduza para alcançar leitores de outros países

Para quem queria facilitar a chegada de links, eu sugeria traduzir o site para outro idioma. Nos meus projetos, artigos estrangeiros começaram a receber referências de sites daqueles países; isso abriu espaço para leitores que não consumiam o conteúdo em português. Eu usava esse caminho porque já tinha material de cultura japonesa e podia levar os temas a outros públicos.

Escolha um mercado que combine com o assunto e prepare páginas que façam sentido para quem lê naquele idioma. A tradução pode colocar seu trabalho diante de novos leitores e de sites que tratam do mesmo tema, mas nenhuma versão garante que alguém vá citar você. Eu via referências naturais como resultado possível de um conteúdo que foi encontrado e serviu de fonte.

Depois de abrir uma versão nova, mantenha os artigos em dia quando a informação original mudar. Uma página traduzida que fica para trás pode perder justamente a confiança que faria alguém usá-la como referência.

Entenda o preço do link e o risco do pacote pronto

Eu falava de valores perto de 10 mil reais para links em veículos grandes e conhecidos, enquanto sites menores cobravam bem menos. Esses preços eram exemplos que eu via em 2022, não uma tabela atual. Link pode trazer leitor e tem valor comercial, mas pagar por uma referência com o objetivo de manipular posições entra nas políticas de spam do Google. Anúncio ou patrocínio legítimo deve ser identificado e qualificado como <code>sponsored</code> ou <code>nofollow</code>.

Na mesma época, eu ainda encontrava no Mercado Livre pacotes com 150 backlinks e programas que publicavam comentários em série. Quem vendia dizia que funcionava; eu não tinha como confirmar a qualidade dos links. O Google classifica links comprados para manipular posições e comentários com âncoras otimizadas como práticas de spam. Eu preferia gastar esse dinheiro e esse tempo em temas que outros sites ainda não tinham explicado direito.

Um pacote anunciado como “150 backlinks” me dizia quantos links o vendedor prometia, mas não quais páginas os receberiam nem quem veria os comentários. Eu não pagaria só para alcançar aquele total. Antes de considerar qualquer oportunidade, eu queria saber se o link apontava para uma página relevante e se poderia trazer leitores de verdade.

Trocas pontuais entre sites também faziam parte da minha experiência, mas eu raramente fazia isso. Trocar links em excesso só para cruzar referências entra em outra categoria. Backlinks têm valor; eu só não os tratava como a peça que resolveria o projeto inteiro. Primeiro eu cuidava das páginas e do conteúdo, depois avaliava cada oportunidade pelo leitor que ela poderia trazer.

O cuidado com a escrita aparece em como eu escrevo artigos para sites. Para ver a organização entre páginas, leia como faço links internos no WordPress.