Em junho de 2022 eu gravei uma apresentação do Siterentavel.com. Não era um tutorial de plugin. Era o recado de quem já tinha um site de nicho — o Suki Desu, sobre cultura japonesa — passando de 200 mil para mais de 1 milhão de visitas no mês, e queria ensinar o caminho que eu realmente usava: conteúdo, SEO orgânico, tradução e um pouco de automação. Black hat, compra de link e milagre de tráfego pago ficaram de fora de propósito.
O Siterentavel.com nasceu para ensinar a fazer o site gerar renda com visita orgânica, não com truque. Naquele momento eu mostrava o Suki Desu crescendo sem eu ter comprado um backlink, o salto de receita depois de traduzir o site, e os cursos menores — tradução e conteúdo automático — enquanto a área de membros completa ainda não existia.
- Quando
- Apresentação de junho de 2022
- Prova que eu usei
- Suki Desu, de 200 mil para 1 milhão de visitas
- Método
- Conteúdo, SEO orgânico, tradução — sem comprar link
O recado não era “compre visita”
Quem trabalha com site pequeno costuma postar, esperar e, quando o Google não responde no prazo da ansiedade, partir para atalho. Eu abri o vídeo dizendo o contrário. Eu nunca tinha comprado um backlink. O crescimento que eu mostrava vinha de texto que a pessoa consegue ler e de página que o buscador consegue entender. Não era pose de guru. Era o que o Search Console do Suki Desu estava entregando naquela época.
O número que eu citei: o site principal tinha saído da casa das 200 mil visitas mensais para mais de 1 milhão. A receita de anúncio, no mesmo recorte, tinha ido de cerca de 300 para mais de 2.500 dólares no mês. Isso não é meta genérica. É o que eu via no painel depois de anos no nicho de Japão — e depois de levar o mesmo conteúdo para outros idiomas.
Outro efeito colateral apareceu no e-mail: pedido de guest post e de artigo patrocinado quase todo dia. Dez mensagens numa manhã não era raro. Eu aceitava ou recusava conforme o texto e o tema. O ponto da apresentação não era “venda espaço”. Era: autoridade chega quando o site já tem visita e conteúdo; não o contrário.
Tradução e conteúdo automático eram os dois atalhos que eu realmente usava
O curso que eu mais empurrava naquele vídeo era o de tradução de sites. A tese era simples: um domínio que já ranqueia em português pode ganhar idioma extra com o Tradutor do Google e uma operação bem feita, e aí a autoridade do domínio trabalha em mais países. No Suki Desu isso não ficou no discurso. Os artigos em língua estrangeira passaram a receber link de site de fora, e o tráfego diário subiu junto.
O outro produto era criação de conteúdo automático. Não no sentido de jogar lixo no ar. Eu falava de peça que muda um termo de cada vez — um jogo, um aplicativo, um nome de idioma — e gera páginas semelhantes sem copiar o vizinho. Também citava RSS e feeds pouco explorados no Brasil. Quem quiser o recorte honesto disso, o texto sobre <a href="/blog/sites-com-conteudo-automatico-limites-e-cuidados">sites com conteúdo automático</a> continua valendo: automatizar coleta e estrutura é uma coisa; publicar fato sem checar é outra.
As duas frentes tinham o mesmo fundo: eu gasto tempo no conteúdo. Pesquisa de consulta, texto que responde, página rápida. O atalho que eu via nas comunidades era outro — comprar tráfego, comprar link, gastar em ferramenta cara de “gestão de SEO”. Na apresentação eu disse que cobram mil dólares só para usar um software. Achei absurdo então. Continuo achando, se a pessoa ainda não escreveu a página que o visitante precisa.
PageSpeed, anúncio e o que eu não sou
Tem gente que vende curso só de velocidade. Eu mostrei, de passagem, que o Suki Desu passava de 90 no PageSpeed com anúncio na página. Não é magia de tema premium. É página magra, cache na frente e menos plugin do que o WordPress médio aguenta. Quem quiser o capítulo de hospedagem cara, ele está em outro vídeo, anos depois.
Eu também deixei claro o que eu não era. Não tinha diploma de marketing. Não me vendia como o profissional mais habilidoso da internet brasileira. O que eu dizia saber era o que muita gente cobra caro e que, na prática, aparece em fórum gringo: traduzir, estruturar, medir visita, não comprar atalho. Oito anos de internet naquela gravação. O Siterentavel.com ia ser o lugar para despejar isso em aula, não em thread de grupo.
A área de membros ainda não existia — e a mentoria era conversa
O plano da plataforma grande era este: ir soltando cursos menores — tradução, conteúdo automático, SEO — e depois juntar tudo numa área de membros com o que eu tinha aprendido. Até lá, a pessoa podia comprar o que já estava pronto. Eu avisei no vídeo que o pacote completo “um dia chega”. Quem avalia projeto antigo precisa ler isso como cronograma de 2022, não como catálogo de hoje.
Mentoria eu fazia por hora, por projeto, no WhatsApp. Eu não gostava de precificar serviço fechado. Falava que a minha hora valia bem mais de 200 reais e que dava para conversar. O diferencial que eu prometia nos produtos era conteúdo de verdade: se o aluno travasse num ponto que o curso não cobria, eu gravava a aula, às vezes no site dele, e a aula ia para o material. Isso é operação de quem ainda está perto da turma. Não é escala de infoproduto abandonado.
O blog do kevinbk.com, naquele recorte, era o diário: marketing, SEO, WordPress, plugin, tema. O Suki Desu era a prova com volume. O Siterentavel.com era a tentativa de ensinar os dois. Se você está avaliando um “site rentável” agora, o critério que eu usaria é o mesmo da apresentação: existe conteúdo que a pessoa lê, existe canal orgânico, existe operação que você aguenta repetir. O resto é vitrine.
Na sequência
- Separar visita orgânica de atalho pago ou de compra de link.
- Olhar um site real com número — não só a landing do curso.
- Conferir se tradução e automação têm revisão, não só botão mágico.
- Medir velocidade com anúncio ligado, não só no tema vazio.
- Tratar preço de mentoria e de área de membros como dado da época da gravação.
Onde isso quebra
Ler a apresentação de 2022 como se o Siterentavel.com fosse o produto atual, com os mesmos módulos e o mesmo preço.
Copiar o discurso de 1 milhão de visitas sem o trabalho de conteúdo que sustentou o número.
Comprar backlink porque “todo mundo compra”, ignorando que o exemplo do vídeo foi o contrário.
Perguntas frequentes
O Siterentavel.com ainda existe do jeito do vídeo?
O vídeo é uma apresentação de 2022. Nome, aula e área de membros mudam. Use o material como retrato do método — conteúdo, tradução, orgânico — e confirme o que está à venda hoje no site atual.
Você realmente nunca comprou backlink?
Naquela gravação, e em outras da mesma época, eu disse que nunca paguei por link. Troca rara com site amigo existia. Compra em lote, comentário automático e pacote de Mercado Livre, não.
Traduzir o site foi o que mais mexeu no número?
Foi um dos saltos que eu mostrei: visita diária subindo depois dos idiomas, link vindo de fora e receita de anúncio acompanhando. Não substitui o texto em português. Multiplica o que já funciona.
Conteúdo automático no vídeo era o quê, exatamente?
Páginas irmãs mudando um termo — jogo, app, idioma — e feeds. Não era publicar lixo em massa. O limite continua o mesmo: se a página não ajuda ninguém, o volume só acelera o problema.