O Suki Desu já passou de 500 mil visitas mensais, mas nenhum texto chegava pronto só porque eu tinha uma pauta. Eu começava com uma entrada curta, organizava os pontos que o leitor precisava entender e pesquisava o que já existia. Este era meu jeito de transformar uma ideia em artigo sem copiar a página que aparecia primeiro no Google.
Abra o artigo com uma introdução curta e um sumário útil
Eu gostava de começar com dois ou três parágrafos para situar o assunto e, quando havia subtítulos suficientes, colocar um sumário logo em seguida. A pessoa podia ir direto ao trecho que queria. Não precisa forçar um índice em todo texto curto: eu o usava até em artigos menores porque preferia deixar a navegação pronta.
No WordPress, eu montava o sumário num bloco com fundo diferente. Cada item tinha um link como #buscando-assuntos; no H2 correspondente, eu repetia o mesmo identificador sem o jogo da velha. No editor de blocos, esse valor fica nas opções avançadas do título. Assim, um clique no sumário leva para a parte certa da página.
Eu costumava definir os H2 primeiro e copiar os títulos para o sumário no final, quando já sabia como o texto tinha ficado. Também encaixava links internos no parágrafo em que eram úteis. Se havia outro artigo meu explicando melhor uma ideia, eu apontava para ele ali, sem interromper a leitura com uma lista solta de links.
Encontre pautas nas buscas e no que os outros sites já cobrem
Uma pauta boa às vezes já aparecia dentro de outro artigo. Eu abria o Search Console e conferia quais consultas levavam leitores a cada página. Se uma busca trazia visitas, mas o texto só tocava no assunto de passagem, eu avaliava se havia conteúdo suficiente para escrever uma página própria.
Também olhava o que funcionava nos sites concorrentes. Ahrefs me ajudava a ver consultas e páginas; Ubersuggest mostrava outros sites e ideias de busca. Na época, eu ainda testava Keyword Shitter para gerar sugestões e SearchVolume.io para ter uma noção do volume. Uso de ferramenta não escolhia a pauta por mim: uma lista enorme de termos não é motivo para escrever sobre todos eles.
Depois eu pesquisava a expressão no Google e prestava atenção nos subtítulos das páginas que apareciam. Queria entender o que já estava explicado, o que faltava e onde eu tinha algo próprio para acrescentar. Quando os resultados em português eram rasos, procurava também fontes em inglês. Se aparecia uma palavra pouco conhecida, eu consultava um dicionário e explicava o sentido no texto.
Escreva a partir da pesquisa, sem reproduzir a página concorrente
Depois de pesquisar, eu lia os resultados para entender a ordem das explicações e o que ainda faltava. Um truque que eu usava para não carregar a formatação de outra página era rascunhar na barra de endereços e colar o texto no editor. Hoje é mais seguro usar um editor simples ou colar sem formatação, ainda mais se o texto for longo. O importante é escrever cada parágrafo com as próprias palavras, em vez de copiar e apenas trocar alguns termos.
Se os resultados davam dez exemplos e eu conhecia outros bons, eu reunia o material e explicava o que cada um acrescentava. O objetivo não era sempre superar o concorrente no número de itens: se dez respondiam à dúvida, eu ficava com dez. Eu tentava cobrir o tema com mais contexto, não esticar o artigo com repetição.
Para cada H2, eu costumava escrever alguns parágrafos antes de abrir outro subtítulo. Na época, mirava perto de 800 palavras e tentava manter a palavra principal abaixo de 5%. Eram metas minhas, não regras de tamanho ou densidade que eu recomendaria hoje. O Google não estabelece uma contagem ideal e trata a repetição artificial como keyword stuffing. Prefiro explicar até o assunto ficar claro e parar quando o próximo parágrafo só repetiria o anterior.
Use listas e exemplos quando eles deixam a explicação melhor
Listas me ajudavam quando a informação estava espalhada e o leitor ganhava algo ao vê-la reunida. Num artigo sobre o Japão, por exemplo, eu podia juntar nomes de animais ou comidas, consultar mais de uma fonte e acrescentar tradução ou contexto. A lista não ficava melhor só por ser comprida: cada item precisava ter motivo para estar ali.
Eu também escolhia um recorte que desse vontade de ler. Se eu falasse de um país só por meio de estatísticas tristes, deixaria de fora justamente o que atraía muita gente ao assunto. Isso não significa esconder problemas; significa não reduzir um tema inteiro a uma coleção de tragédias.
Na revisão, eu conferia se os fatos estavam corretos, corrigia o português, cortava o que repetia a mesma ideia e dividia parágrafos que ficavam compridos demais. Informação verdadeira e uma ordem fácil de acompanhar faziam diferença. Gosto de ler o texto em voz alta: se uma frase parece dar voltas, geralmente dá para simplificar.
Feche a ideia e retire o que está sobrando
Eu terminava com uma conclusão que juntasse o que o leitor precisava levar dali, sem repetir a introdução inteira. Depois voltava ao começo e tirava frases confusas ou desnecessárias. A conclusão não precisava virar um discurso de despedida; tinha que deixar a explicação completa e apontar o próximo passo quando existisse.
Se outra página minha completava o assunto, eu a indicava no parágrafo em que ajudava. Assim, o artigo podia terminar com uma leitura complementar útil, sem virar uma lista de links fora de contexto.
Escolha imagens e recursos visuais que realmente ajudam
Eu costumava trabalhar com imagens perto de 800 por 450 pixels e colocar uma quando o subtítulo pedia um exemplo visual. Acrescentava um texto alternativo que descrevesse a imagem sem repetir palavras-chave à força. Usava Unsplash, Pexels ou a busca de imagens do Google com filtro de licença, mas aprendi da pior maneira que encontrar uma foto na internet não significa ter autorização para usar. Abra a página de origem e leia as condições antes de publicar.
Um vídeo pode complementar o artigo quando mostra algo que o texto não mostra tão bem. Às vezes eu criava um subtítulo para explicar por que aquele player estava ali. Só incorporar um vídeo não garante que a página vá aparecer numa busca de vídeos; o texto precisa continuar útil por conta própria. Se o material funciona melhor como arquivo de consulta, um PDF pode fazer mais sentido.
Antes de publicar, eu conferia a categoria, a imagem destacada, os links e o texto já publicado. Quando recomendava um livro da Amazon ou um curso da Udemy, precisava haver relação direta com o artigo; não colocava produto só para preencher espaço. As ideias que ainda não tinham pauta eu anotava nos Lembretes do iPhone. Eu tinha mais sugestões do que tempo para escrever, e a lista me ajudava a voltar ao trabalho sem partir do zero.